As siderúrgicas já trazem os reflexos da guerra na Ucrânia em seus balanços e projeções divulgados nesta semana. A Gerdau, por exemplo, teve redução de 17% no lucro líquido no primeiro trimestre, somando R$ 2,94 bilhões. Analistas projetavam algo em torno de R$ 3,09 bilhões.

As vendas totais de aço da empresa no primeiro trimestre totalizaram 3,06 milhões de toneladas, queda de 1% em relação ao ano anterior e de 3% em relação aos três meses anteriores. A produção aumentou 4%, sequencialmente, para 3,4 milhões de toneladas.

No balanço, a empresa afirmou que as vendas ficaram quase estáveis em um nível alto, mas o cenário geral apresentou desafios à medida que as taxas de juros aumentam.

Já a ArcelorMittal teve lucro acima do esperado para o primeiro trimestre. Porém, a empresa projeta uma retração na demanda, especialmente nos países da ex-União Soviética, para onde as vendas deverão cair 10%. “As condições do mercado estão fortes, embora agora estejamos prevendo que o consumo aparente de aço contraia ligeiramente este ano em comparação com 2021”, disse o presidente-executivo, Aditya Mittal, em comunicado.

O grupo disse que mesmo que seus resultados tenham sido ofuscados pela guerra na Ucrânia e pelas crescentes pressões inflacionárias, por outro lado, beneficiou-se dos preços médios de venda de aço e do minério de ferro mais altos.

Preço do aço

O diretor comercial da CSN, Luiz Fernando Martinez, disse que os preços de aços planos no Brasil estão atualmente 24% mais altos que os praticados no exterior. Mas diante da volatilidade do câmbio e dificuldades logísticas, ele não espera que as importações no segundo trimestre aumentem a ponto da CSN ser forçada a conceder descontos. As informações são da Agência Reuters.

“Não vejo importação maior no segundo trimestre. Tem um problema logístico enorme, com clientes, inclusive, tendo que esperar 120 dias para receber”, disse Martinez, em conferência com analistas sobre o balanço do primeiro trimestre.

Segundo a Reuters, o foco da CSN está sobre produtos revestidos, com mais de 50% da produção dedicada ao segmento. Por isso, a companhia vai manter uma estratégia “mais agressiva” de preços no Brasil nesta área para enfrentar a concorrência de material importado, disse Martinez.

Em aços longos a situação é diferente, com preços no Brasil abaixo do exterior, disse o executivo. Por conta disso, a empresa elevou seus preços de vergalhão e fio-máquina em 12% em 1º de maio “e a ideia é recuperar esse prêmio ao longo do segundo trimestre”, disse o diretor comercial da CSN.

A previsão da companhia é que o mercado brasileiro de aço este ano cresça entre 2,5% e 4% e que as vendas da CSN subam 10% a 15%, afirmou Martinez.

E após as fortes chuvas, que derrubaram as vendas de minério de ferro da companhia, uma de suas principais áreas de negócios, a CSN espera “forte reação no segundo trimestre”, com volumes de vendas maiores, preços elevados e custo mais diluído, disse o diretor financeiro, Marcelo Ribeiro, na conferência.

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