A busca por mais produtividade nos canteiros de obras e o aumento do número de projetos de energia têm resultado no crescimento da construção em aço. Mais de 60% dos fabricantes de estruturas do insumo têm expectativa de crescimento para os próximos anos.

No ano passado, entre as empresas que demonstraram otimismo, parcela superior a um quarto calculava encerrar o ano com expansão acima de 15%. Os dados fazem parte de levantamento realizado pela e8 inteligência, com 325 participantes, a pedido da Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM) e do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA).

Em 2020, o faturamento bruto estimado das fabricantes de estruturas de aço cresceu 49,3%, ante o de 2019, para R$ 10,56 bilhões, e mais do que dobrou em relação a 2018. Segundo 79,3% dos entrevistados, o custo de matéria-prima é a principal razão para que a expansão do mercado não seja ainda maior.

Estruturas metálicas para pontes e viadutos, coberturas, obras comerciais, residenciais e industriais responderam por R$ 6,44 bilhões do faturamento total. Torres de transmissão, torres para energia eólica e estrutura para parque solar ficaram com a fatia de R$ 3,85 bilhões, e defensas metálicas foram responsáveis por R$ 270 milhões.

A produção de estruturas metálicas teve expansão de 17,5%, para 487,4 mil toneladas. A maior parte foi direcionada para obras industriais (58%), seguida por projetos comerciais (20%), de infraestrutura (18%) e empreendimentos residenciais (4%).

Com a pandemia de covid-19, cresceu o número de obras de hospitais, utilizando estruturas metálicas. Perfis laminados (30,8%), chapas grossas (26,1%) e bobinas a quente (20,1%) se destacaram entre as matérias-primas do segmento.

O crescimento da produção total foi de 24,9%, para de 1,03 milhão de toneladas.

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